Omega Green: combustível inovador para mobilidade sustentável

por Erasmo Carlos Battistella

Omega Green é o nosso novo passo, e bastante ousado, para lançar a primeira planta avançada de biocombustível no hemisfério sul e assim resolver um dos maiores problemas da humanidade. Nesse local, o Grupo ECB vai produzir uma nova geração de biocombustíveis.
Como já indiquei em postagem anterior, o HVO e o SPK são biocombustíveis avançados que fornecem soluções de sustentabilidade para um planeta que deve reduzir suas emissões de CO2 em todas as formas de transporte. Eles representam um passo importante na busca por um combustível sustentável para o mundo do século 21.

A Omega Green, que será construída no Paraguai, produzirá a partir de 2023 um total de 20.000 barris por dia de combustível HVO e SPK. É um compromisso com a liderança na mobilidade sustentável que o planeta precisa. Nossa planta avançada de biocombustível representa um investimento de U$ 800 milhões, o mais importante realizado no país, com o objetivo de produzir um biocombustível avançado gerado a partir de resíduos gordurosos e óleos vegetais tratados com hidrogênio que reduz as emissões de CO2 durante a produção e durante o uso.

Na terra e no ar

Serão produzidos biocombustíveis adequados para qualquer meio de transporte e, no caso de SPK, especialmente destinado ao transporte aéreo que contribui entre 3 e 4% das emissões anuais de CO2.

O setor da aviação tem feito pouco ou quase nada para a redução dos gases efeitos estufa e vai precisar trabalhar muito em tecnologia para reduzir em 50% as emissões até 2050. A chegada de um novo combustível sem necessidade de alteração de motor deverá ter um papel muito importante nesse segmento de transporte.

A Omega Green não é apenas um projeto para fornecer uma solução para a mobilidade sustentável com biocombustíveis que permite um transporte com menos emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa. É um projeto de desenvolvimento que permite que a economia seja energizada após a superação do Covid-19, promove o crescimento de comunidades e territórios ligados a matérias-primas e define uma declaração de aliança estratégica com um país como o Paraguai, chamado para ocupar um lugar relevante entre os grandes produtores de biocombustíveis.

Na fase operacional, serão criados 3.000 empregos na construção e 400 empregos diretos, além de 2.000 indiretos. É um projeto que gera riqueza ao país. Um intenso programa de treinamento ajudará a criar a próxima geração de profissionais paraguaios de biocombustíveis. Vamos ser uma força motriz para o desenvolvimento local sustentável.

Focaremos em rastreabilidade ambiental (todo o processo é limpo) e rastreabilidade social (todo o processo é socialmente sustentável).
Nós vamos acompanhar juntos cada passo desse importante projeto.

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1 comentário

Vinícius Wyse Faria 28 de maio de 2020 - 16:49

Boa tarde Sr. Erasmo, tive uma enorme satisfação em conhece-lo e outros profissionais de sua equipe na BSBIOS em Passo Fundo em 2018.Venho aqui o parabenizar pela criação desse meio de publicação de artigos e postagens sobre combustíveis avançados. Sou admirador de seu trabalho e tenho acompanhado o senhor algum tempo desde a fundação da BSBIOS em 2005. Desde o ano passado tenho lido notícias referente a criação do revolucionário projeto OMEGA GREEN, projeto de biocombustíveis inédito no hemisfério sul. Fico imensamente feliz que projetos sustentáveis como o seu e de sua talentosa equipe estejam em evidência. Digo isso, porque tive o prazer de estudar durante muito tempo sobre bioquerosene de aviação em meu período de doutoramento na UFRJ no Rio de Janeiro. É indubitável que o processo de produção HVO e SPK são excelentes alternativas de biocombustíveis, visando a substituição parcial ou integral do combustível fósseis diesel e querosene de aviação. Novamente, congratulo você e sua equipe pelo projeto pioneiro.

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