A diversificação das matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel é um dos caminhos mais importantes para ampliar a competitividade e a sustentabilidade do setor. Tenho acompanhado com satisfação o crescimento da utilização de gordura animal nesse processo, uma tendência que fortalece a economia circular ao transformar resíduos da cadeia produtiva em energia renovável de alta qualidade. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, entre 2023 e 2025, o uso desse insumo cresceu 32,7% no Brasil.
Na Be8, também avançamos nessa direção. O aumento do uso de gordura animal em nossas operações amplia a flexibilidade de suprimento, reduz a intensidade de carbono dos combustíveis produzidos e cria novas oportunidades para atender mercados internacionais cada vez mais exigentes em relação aos critérios ambientais.
Esse movimento reforça uma convicção que tenho há muitos anos: a transição energética precisa ser construída com soluções concretas, disponíveis hoje e capazes de gerar impacto imediato. O aproveitamento de resíduos como matéria-prima para biocombustíveis mostra que é possível unir desenvolvimento econômico, inovação e descarbonização em uma mesma estratégia.
